Pernambuco: Trabalhadores em Educação entraram em greve por tempo indeterminado.

Os trabalhadores em Educação de Pernambuco entraram em greve por tempo indeterminado desde a última quarta-feira 15. A decisão foi votada em assembleia unificada realizada na manhã do mesmo dia  na Praça Oswaldo Cruz, no Recife. A paralisação jé atinge todos os níveis: redes particular e pública do estado e municipais de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Moreno.

Lotada, a praça também reúniu a mobilização dos trabalhadores contra a Reforma da Previdência e pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). No dia 12 de janeiro, o Ministério da Educação reajustou o Piso Salarial Educacional em 7,64 %, que agora é de R$ 2.298,80 e precisa ser cumprido pelo governo do estado e prefeituras.

Já a Reforma da Previdência retira direitos dos trabalhadores, prejudicando em grande escala especificamente as educadoras. De forma unificada, o Sintepe em conjunto com os sindicatos da educação Sinproja, Sinpc, Sinpmol, Sinpremo, Simpere e Sinpro participará da Greve Nacional.

Na Região Metropolitana do Recife, três sindicatos municipais de educação confirmaram adesão dos professores ao movimento, em Paulista, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Na capital, o Sindicato Municipal dos Professores do Ensino Oficial do Recife (Simpere) também confirmou a presença dos profissionais da rede. “Faremos uma assembleia unificada com a educação estadual e um ato unitário histórico exigindo pagamento de 100% do piso, contra as reformas e por valorização salarial da categoria”, informou a entidade, em nota.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) também confirmou adesão. É esperada ainda a participação de professores de escolas particulares. Os colégios Salesiano, do Recife, e Academia Santa Gertrudes, de Olinda, liberaram os professores para participarem dos atos.